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Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo

Oferece a base e o roteiro da Religião Cristã Espírita. Explicação das máximas de Jesus e a significação de muitas palavras freqüentemente empregadas nos textos evangélicos, a fim de facilitar a compreensão para o verdadeiro sentido de certas passagens. É o código de princípios morais do Universo, que restabelece o ensino do Evangelho de Jesus, no seu verdadeiro sentido. É fonte inesgotável de sugestões para a construção de um Mundo de Paz e Fraternidade. Publicado pela primeira vez em 1864, na França; é o pensamento de Jesus Cristo explicado à luz da Doutrina Cristã Espirita ultrapassando a escrita e resgatando a essência dos seus ensinamentos.

Salvação dos Ricos

1Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer um e amar ao outro, ou há de entregar-se a um e não fazer caso do outro; vós não podeis servir a Deus e às riquezas. (Lucas, XVI: 13).

            2 – E eis que, chegando-se a ele um, lhe disse: Bom Mestre, que obras boas devo eu fazer, para alcançar a vida eterna? Jesus lhe respondeu: Por que me chamas bom? Bom só Deus o é. Porém, se tu queres entrar na vida, guarda os mandamentos. Ele lhe perguntou: Quais? E Jesus lhe disse: Não cometerás homicídio; não adulterarás; não cometerás furto; não dirás falso testemunho; Honra a teu pai e a tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo. O mancebo lhe disse: Eu tenho guardado tudo isso desde a minha mocidade; que é que me falta ainda? Jesus lhe respondeu: Quer-se ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me. O mancebo, porém, como ouviu esta palavra, retirou-se triste; porque tinha muitos bens. E Jesus disse aos seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificultosamente entrará no Reino dos Céus. Ainda vos digo mais: que mais fácil é passar um camelo(1) pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no Reino dos Céus. (Mateus, XIX: 16-24 – Lucas, XVII: 18-25 – Marcos, X: 17-25).


(1) Esta figura audaciosa pode parecer um pouco forçada, porque lhe deram esta última acepção. É provável que no pensamento de Jesus estivesse a primeira, pois não se percebe a relação entre um camelo e uma agulha. É que, em hebreu, a mesma palavra se emprega para designar “cabo” e “camelo”. A tradução com a primeira acepção seria pelo menos mais natural.