[layerslider id=”3″]

A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.
Print Friendly, PDF & Email

Capítulo VI – Uranografia Geral

A vida universal

53. – Esta imortalidade das almas, da qual o sistema do mundo físico é a base, tem parecido imaginário aos olhos de certos pensadores preconceituosos; eles a têm ironicamente qualificado de imortalidade viajante e não compreendem que ela somente era verdadeira ante o espetáculo da criação. Conforme seja possível de se fazer compreender toda a grandeza, eu diria quase toda a perfeição.

54. – Que as obras de Deus sejam criadas pelo pensamento e a inteligência; que os mundos sejam a estada de seres que as contemplam e que descobrem sob seus véus o poder e a sabedoria do que os formou, esta questão não é mais incerta para nós; mas que as almas que as povoam sejam solidárias, é o que importa conhecer.

55. – A inteligência humana, de fato, tem pena em considerar estes globos radiantes, que cintilam na vastidão, como simples massas de matéria inerte e sem vida; tem pena de sonhar que há nestas regiões distantes, magníficos crepúsculos e noites esplêndidas, sóis fecundos e dias cheios de luz, vales e montanhas onde as produções múltiplas da natureza desenvolveram toda sua pompa luxuriante; tem pena de supor, digo-o, que o espetáculo divino onde a alma pode se retemperar como em sua própria vida, seja despojado de existência e privado de todo ser pensante que o pudesse conhecer.

56. – Mas, a esta ideia eminentemente justa da criação, é preciso juntar esta da humanidade solidária e é nisto que consiste o mistério da eternidade futura.

Uma mesma família humana foi criada na universalidade dos mundos, e os liames de uma fraternidade ainda não apreciada de vossa parte têm sido dados a estes mundos. Se estes astros que se harmonizam nos seus vastos sistemas estão habitados por inteligências, não é absolutamente por seres desconhecidos uns dos outros, mas bem por seres marcados à frente do mesmo destino que deviam se reencontrar momentaneamente segundo suas funções de vida e se reencontrar segundo suas mútuas simpatias; é a grande família de espíritos que povoam as terras celestes; é a grande radiação do Espírito divino que abraça a extensão dos céus e que resta como tipo primitivo e final da perfeição espiritual.

57. – Por que estranha aberração ter-se acreditado dever negar à imortalidade as vastas regiões do éter, quando se a reencerra em um limite inadmissível e numa dualidade absoluta? O verdadeiro sistema do mundo deveria ele, pois, preceder à verdadeira doutrina dogmática, e a Ciência a Teologia? Esta extraviar-se-ia tanto que sua base se apoiaria sobre a Metafísica? A resposta é fácil e nos mostra que a nova filosofia se assentará triunfante sobre as ruínas da antiguidade, porque sua base se elevará vitoriosa sobre os velhos erros. (n)


NOTA

Este capítulo é extraído textualmente de uma série de comunicações ditadas à Sociedade Espírita de Paris, em 1862 e 1863, sob o título de Estudos Uranográficos, e assinado Galileu, médium M.C.F.

 

NOTA DO TRADUTOR

(n) Faltou, aqui, apenas, uma observação: os cientistas, até então, procuram mundos semelhantes à Terra, como se só ela e semelhantes tivessem condições de vida. Ainda preso ao conceito bíblico de Deus criando seres humanos. É de se supor, porém, que, para Espíritos mais adiantados tenham que existir mundos superiores ao nosso, a fim de que neles os mesmos possam habitar. E, da mesma forma, para Espíritos inferiores, os mundos seriam tão atrasados quanto eles.

Print Friendly, PDF & Email