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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.

CAPÍTULO X – GÊNESE ORGÂNICA

ESCALA DOS SERES CORPÓREOS

24. – Entre o reino vegetal e o reino animal não há delimitação nitidamente traçada. Sobre os confins dos dois reinos estão os zoófitos ou animais-plantas do qual o nome indica que eles têm de um e do outro: é o traço de união.

Como os animais, as plantas nascem, vivem, crescem, nutrem-se, respiram, reproduzem-se e morrem. Como os animas, para viver, elas precisam de luz, de calor e de água; se, forem privadas disso, elas se debilitam e morrem; a absorção de um ar viciado e de substâncias deletérias as envenena. Sua característica distintiva mais marcante é a de estarem fixadas ao solo e de aí retirarem sua nutrição sem deslocamento.

O zoófito tem aparência exterior da planta; como planta, ele se atém ao solo; como animal, a vida entre ele é mais acentuada; ele tira sua nutrição no meio ambiente.

Um degrau acima, o animal está livre e vai procurar sua nutrição; são, a princípio as inumeráveis variedades de pólipos, em corpos gelatinosos, sem órgãos bem distintos e que só diferem das plantas pela locomoção; depois, seguem, na ordem do desenvolvimento dos órgãos, de atividade vital e do instinto: os helmintos ou vermes intestinais; os moluscos, animais carnosos, sem osso, onde uns são nus como as lesmas, as polpas ou polvos, outros são revestidos de conchas como os caramujos, as ostras; os crustáceos em que a crosta é revestida de uma casca dura como os lagostins, as lagostas; os insetos entre os quais a vida toma uma atividade prodigiosa e se manifesta o instinto industrioso, como a formiga, a abelha, a aranha. Alguns sofrem metamorfose, como a lagarta que se transforma em elegante borboleta. Vem, a seguir, a ordem dos vertebrados, animais com estrutura óssea que compreende os peixes, os répteis, os pássaros, enfim os mamíferos, cuja organização é a mais completa.