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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.
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CAPÍTULO X – GÊNESE ORGÂNICA

O HOMEM

25. – Do ponto de vista corpóreo e puramente anatômico, o homem pertence à classe dos mamíferos, do que só difere de características na forma exterior; de resto, a mesma composição química que todos os animais, mesmos órgãos, mesmas funções e mesmos modos de nutrição, de respiração, de secreção, de reprodução; nasce, vive, morre nas mesmas condições, e, à sua morte seu corpo se decompõe como o de todo aquele que vive. Não há em seu sangue, em sua carne, nos seus ossos, um átomo a mais nem a menos do que nos corpos dos animais; tal como estes, em morrendo, retorna à terra o oxigênio, o hidrogênio, o nitrogênio e o carbono que se encontravam combinados para o formar; e vão, por novas combinações, formar novamente corpos minerais, vegetais e animais. A analogia é tão grande que se estudam suas funções orgânicas em certos animais, desde que as experiências não possam ser feitas neles mesmos.

26. – Na classe dos mamíferos, o homem pertence à ordem dos bípedes. Imediatamente abaixo dele vêm os quadrúmanos (animais com quatro mãos) ou símios, dos quais, alguns, como o orangotango, o chipanzé, o jongo, têm certas semelhanças com o homem, a tal ponto que se os tem sido designados por muito tempo como homens dos bosques; como os homens, eles caminham eretos, servem-se de bastões, e levam os alimentos à boca com a mão, sinais característicos.

27. – Por pouco que se observe a escala dos seres vivos sob o ponto de vista do organismo, reconhece-se que, desde o líquen até as árvores e, após, o zoófito até o homem, existe uma cadeia se desenvolvendo por graus sem solução de continuidade, e dos quais todos os elos têm um ponto de contato com o elo precedente; seguindo passo a passo a série de seres, dir-se-á que cada espécie é um aperfeiçoamento, uma transformação da espécie imediatamente inferior. Uma vez que o corpo do homem está, nas condições idênticas aos outros corpos, química e constitucionalmente, que nasce, vive e morre da mesma maneira, ele deva ser formado nas mesmas condições.

28. – Qual o que possa custar a seu orgulho, o homem deve se resignar a não ver em seu corpo material senão o último elo de animalidade sobre a Terra. O inexorável argumento dos fatos está aí, contra o qual se protestará em vão.

Mas, quanto mais o corpo diminui de valor a seus olhos, mais o princípio espiritual engrandece em importância; se o primeiro o coloca ao nível do bruto, o segundo o eleva a uma altura incomensurável. Vemos o círculo onde se detém o animal: não vemos o limite onde possa atingir o Espírito do homem.

29. – O materialismo pode ver por aí que o Espiritismo, longe de temer as descobertas da Ciência e seu positivismo, vai além e os provoca, porque é certo que o princípio espiritual, que tem sua existência própria, não pode sofrer nenhum atentado.

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