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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.
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CAPÍTULO XI – GÊNESE ESPIRITUAL

HIPOTESE SOBRE A ORIGEM DOS CORPOS HUMANOS

15. – Da similitude de formas exteriores que existe entre o corpo do homem e o de um símio, certos fisiologistas concluíram que o primeiro seria uma transformação do segundo. A isto nada há de impossível, sem que, se o for assim a dignidade do homem tenha que sofrer. Os corpos dos símios têm, muito bem, podido servir de vestimenta aos primitivos Espíritos humanos, necessariamente pouco avançados que vieram se encarnar na Terra, estas vestes sendo os meios apropriados a suas necessidades e mais próprios ao exercício de suas faculdades que os corpos de qualquer outro animal. Em lugar de uma veste especial que tenha sido feita pelo Espírito, ele o teria encontrado um todo pronto. Ele pôde, pois, se vestir da pele do símio, sem deixar de ser um Espírito humano, como o homem se reveste por vezes da pele de certos animais sem cessar de ser homem.

Está bem entendido que se trata aqui, apenas, de uma hipótese que não está absolutamente posta em princípio, mas dada somente para mostrar que a origem do corpo não prejudica ao Espírito que é o ser principal e que a similitude do corpo do homem com o corpo do símio não implica na paridade entre seu Espírito e o do símio.

16 – Em se admitindo esta hipótese, pode-se dizer que sob a influência e pelo efeito da atividade intelectual de seu novo habitante, o invólucro se modificou, embelezando nos pormenores, no todo, conservando a forma geral do conjunto. Os corpos melhorados, em se procriando, reproduziram-se nas mesmas condições, como o é das árvores enxertadas; deram nascimento a uma nova espécie que, aos poucos se distanciavam do tipo primitivo à medida que o Espírito progredia. O Espírito simiesco, que não teve aniquilamento, continuou a procriar em corpos de símios a seu uso, como o fruto da planta enxertada reproduz enxertias, e o Espírito humano procriou corpos de homens, variantes do primeiro molde onde se estabelecera. A estirpe está bifurcada; produziu um rebento e este rebento se tornou raça.

Como não existem transições bruscas na natureza, é provável que os primeiros homens que apareceram sobre a Terra deram pouca diferença do símio na forma exterior, e, sem duvida, nada muito além na inteligência. Há ainda em nossos dias, selvagens que, pelo comprimento dos braços e dos pés e a conformação da cabeça, tem totalmente as linhas do símio, que lhe faltam somente serem peludos para completarem a semelhança.

 

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