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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.
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CAPÍTULO XI – GÊNESE ESPIRITUAL

UNIÃO DO PRINCIPIO ESPIRITUAL E DA MATERIA

10. – A matéria antes de ser o objeto do trabalho do Espírito para desenvolvimento de suas faculdades, seria preciso que ele pudesse agir sobre a matéria, é porque veio habitar, como o lenhador habita a floresta. Devendo ser ela por sua vez o motivo e o instrumento do trabalho, Deus, em lugar de uni-lo à pedra rígida, criou, para seu uso, corpos organizados, flexíveis, capazes de receber todos os impulsos de sua vontade e de se prestar a todos os seus movimentos.

O corpo é, pois, ao mesmo tempo, o invólucro e o instrumento do Espírito e, à medida que este adquire novas aptidões, reveste-se de uma veste apropriada ao novo gênero de trabalho que deva realizar, como se dá a um operário ferramentas menos grosseiras à medida que ele seja capaz de fazer uma obra mais cuidada.

11. PARA SER MAIS EXATO, É PRECISO DIZER QUE É O PRÓPRIO ESPÍRITO QUE ELABORA SEU ENVOLTÓRIO E O ADAPTA ÀS SUAS NOVAS FUNÇÕES; ELE O TORNA PERFEITO, SE REVELA E COMPLETA O ORGANISMO À MEDIDA QUE EXPERIMENTA A NECESSIDADE DE MANIFESTAR NOVAS FACULDADES; EM UMA PALAVRA, ELE O COLOCA NO MOLDE DA SUA INTELIGÊNCIA; DEUS LHE FORNECE OS MATERIAIS, PARA QUE ELE COLOQUE EM OBRA; É ASSIM QUE AS RAÇAS AVANÇADAS TÊM UM ORGANISMO, OU, COMO QUEIRA, UM APARELHAMENTO MAIS APERFEIÇOADO DO QUE AS RAÇAS PRIMITIVAS. Assim se explica igualmente a personalidade especial que o caráter do Espírito imprime aos traços da fisionomia e as maneiras do corpo.

12. – Desde que um Espírito nasça à vida espiritual, ele deve, para seu adiantamento, fazer uso de suas faculdades, a princípio, rudimentares; é porque ele se recobre de uma veste corpórea apropriada a seu estado de infância intelectual, roupagem esta que ele deixa para se revestir de outra à medida que suas forças crescem. Ora, como há tido em todos os tempos, mundos, e que estes mundos deram nascimento a corpos organizados próprios a receber Espíritos, em todos os tempos, Espíritos encontraram de alguma forma seu grau de adiantamento, os elementos necessários à sua vida carnal.

13. – O corpo, sendo exclusivamente material, sofre as vicissitudes da matéria. Após ter funcionado algum tempo, ele se desorganiza e se decompõe; o princípio vital, não encontrando mais elemento à sua atividade, esvai-se e o corpo morre. O espírito, já que o corpo privado de vida é daí em diante sem utilidade, deixa-o, como se deixa uma casa em ruína ou uma veste fora de serviço.

14. – O CORPO É APENAS UMA VESTE DESTINADA A RECEBER O ESPÍRITO: desde então pouco importa sua origem e os materiais dos quais ele seja construído. Que o corpo do homem seja uma criação especial ou não, ele não é menos formado dos mesmos elementos que o dos animais, animado do mesmo princípio vital, senão dito aquecido pelo mesmo fogo, como é iluminado pela mesma luz, sujeito às mesmas vicissitudes e às mesmas necessidades: é um ponto sobre o qual não há contestação.

Em não considerar senão a matéria, fazendo-se abstração do Espírito, o homem nada tem, pois que o distinga do animal; mas tudo muda de aspecto si se fizer uma distinção entre a habitação e o habitante.

Um grande senhor, sob um barraco ou vestido com a bata de um camponês, ele não se apresenta mais como grande senhor. É o mesmo com o homem; não é sua vestimenta carnal que o ergue acima do estúpido e o faz um ser à parte, é seu ser espiritual, seu Espírito.

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