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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.
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CAPÍTULO XIV – OS FLUIDOS

EXPLICAÇÃO DE ALGUNS FATOS REPUTADOS COMO SOBRENATURAIS

22. – O perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual; é através dele que o Espírito encarnado se encontra em contínuo relacionamento com os Espíritos; é por ele, enfim, que se cumprem no homem os fenômenos especiais que nunca teriam sua causa primária na matéria tangível, e que, por esta razão, parecem sobrenaturais.

É nas propriedades e a radiação do fluido perispiritual que se torna preciso procurar a causa da dupla visão ou visão espiritual que se pode também chamar de visão psíquica, com a qual várias pessoas são dotadas frequentemente em sua ignorância tal como a vista sonambúlica.

O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito; é por seu intermédio que o Espírito encarnado tem a percepção das coisas espirituais que escapam aos sensórios carnais. Pelos órgãos do corpo, a visão, a audição e as diversas sensações (h) são localizadas a restritas à percepção das coisas materiais; pelo sentido espiritual, eles estão generalizados; o Espírito vê, entende e sente por todo o seu ser, o que está na esfera da radiação de seu fluido perispiritual.

Estes fenômenos são, entre os homens, a manifestação da vida espiritual; é a alma que atua fora do organismo. Na dupla visão, ou percepção pelo sentido espiritual, ele não vê pelos olhos do corpo, se bem que frequentemente, por hábito ele os dirija para o ponto sobre o qual se volta sua atenção; ele vê pelos olhos da alma, e a prova está no fato de que ele vê tão bem de olhos fechados e além do alcance do raio visual. (4)

23. – Embora, durante a vida espiritual, o Espírito esteja preso ao corpo pelo perispírito, ele não se torna totalmente escravo que não lhe permita estender sua cadeia, e se transportar ao longe, seja sobre a Terra, seja sobre qualquer ponto do espaço. O Espírito está apenas com pesar preso ao seu corpo, porque sua situação normal é a liberdade, ao passo que a vida corpórea é a do servo vinculado à gleba.

O Espírito fica, pois, feliz em deixar seu corpo, como o pássaro deixa suas grades; ele se serve de todas as ocasiões de se libertar e aproveita, por isso, de todos os instantes em que sua presença não seja necessária à vida de relação. É o fenômeno designado sob o nome de emancipação da alma; ocorre sempre no sono; todas as vezes em que o corpo repousa e que os sentidos estejam inativos, o Espírito se libera. (Livro dos Espíritos, cap. VIII)

Nestes momentos, o Espírito vive a vida espiritual, ao passo que o corpo vive apenas a vida vegetativa; está, em parte, no estado em que ficará após a morte; percorre o espaço, diverte-se com os amigos e outros Espíritos livres, ou encarnados como ele.

O laço fluídico que o retém ao corpo só é definitivamente rompido com a morte; a separação completa só tem lugar pela extinção absoluta da atividade do princípio vital. Enquanto o corpo vive, o Espírito a qualquer distância que esteja, o é imediatamente chamado desde que sua presença se torne necessária; então, retoma o curso da vida exterior de relação. Por vezes, ao despertar, conserva de suas peregrinações uma lembrança, uma imagem mais ou menos precisa do que constitui o sonho; reporta-se em todos os casos, a intuições que lhe sugerem ideias e pensamentos novos e justificam o provérbio: A noite traz conselhos.

Assim se explicam igualmente certos fenômenos característicos do sonambulismo natural e magnético, da catalepsia, da letargia, do êxtase, etc., e que nada mais são do que a vida espiritual. (5)

24. – Já que a visão espiritual não se efetua pelos olhos do corpo, é que a percepção das coisas não tem lugar através da luz ordinária: com efeito, a luz material é feita para o mundo material; para o mundo espiritual existe uma luz especial cuja natureza é desconhecida, mas que é sem dúvida uma das propriedades do fluido etéreo afetado através das percepções visuais da alma. Há, pois, a luz material e a luz espiritual. A primeira tem seu ambiente circunscrito aos corpos luminosos, a segunda, tem seu ambiente em todo lugar; é a razão pela qual não existe obstáculos à visão espiritual; ela não fica afetada nem pela distância nem pela opacidade da matéria; a obscuridade não existe para ela. O mundo espiritual é, pois, clareado pela luz espiritual, que tem seus efeitos próprios como o mundo material é clareado pela luz solar.

25. – A alma, envolta pelo seu perispírito, traz, assim, nela seu princípio luminoso; penetrando a matéria em virtude de sua essência etérea, não existem corpos opacos para sua visão. Entretanto, a visão espiritual não tem nem a mesma extensão nem a mesma penetração no meio de todos os Espíritos. Só os puros Espíritos é que a possuem em toda sua pujança; entre os Espíritos inferiores, ela é debilitada pela imperfeição relativa do perispírito que se interpõe como uma sorte de neblina.

Ela se manifesta em diferentes níveis entre os Espíritos encarnados pelo fenômeno da segunda visão, quer no sonambulismo natural ou magnético quer no estado de vigília. Conforme o grau de poder da faculdade diz-se que a lucidez pode ser maior ou menor. É com auxílio desta faculdade que certas pessoas veem o interior do organismo e descrevem a causa das doenças.

26. – A visão espiritual dá, pois, percepções especiais que, não tendo por sede os órgãos materiais, opera-se em condições distintas da visão corpórea. Por esta razão, não se pode esperar efeitos idênticos e experimentá-los por mesmos processos. Ocorrendo fora do organismo,, ela tem uma mobilidade que frustra todas as previsões. É preciso estudá-la em seus efeitos e em suas causas, e não por assimilação com a visão ordinária, à qual não está destinada a suprir, salvo casos excepcionais, e que não serviriam para se tomar por regra.

27. – A visão espiritual é necessariamente incompleta e imperfeita entre os Espíritos encarnados e por consequência, sujeita a aberrações. Tendo seu centro na própria alma, o estado da alma deve influir sobre as percepções que propicia. Conforme o grau de seu desenvolvimento, as circunstâncias e o estado moral do indivíduo, ela pode dar, seja no sono, seja no estado de vigília: 1° a percepção de certos fatos materiais reais, como o conhecimento de ocorrências que se passam ao longe, os pormenores descritivos de uma localidade, as causas de uma doença e os remédios convenientes; 2° a percepção de coisas igualmente reais do mundo espiritual, como a visão dos Espíritos; 3° imagens fantásticas criadas pela imaginação, análogas às criações fluídicas do pensamento. (Veja acima n° 14) Estas criações estão sempre correlatas com as disposições morais do Espírito que as produza. É assim que o pensamento de pessoas fortemente imbuídas e preocupadas com certas crenças religiosas lhes apresenta o inferno, suas caldeiras, suas torturas e seus demônios, tais quais se as afiguram: é por vezes, toda uma epopeia; os pagãos viam o Olimpo e o Tártaro como os cristãos veem o inferno e o paraíso. Se, ao despertar ao sair do êxtase, estas pessoas conservam uma lembrança precisa de suas visões, estas se tornam realidades e confirmações de sua crença, embora isto seja apenas o produto de seus próprios pensamentos. (6) Há, pois, uma escolha muito rigorosa a fazer nas visões estáticas antes de aceitá-las. O remédio à excessiva credulidade, sob estas relações, é o estudo das leis que regem o mundo espiritual.

28. – Os sonhos propriamente ditos apresentam as três naturezas de visões descritas anteriormente. É às duas primeiras que cabem os sonhos de previsão, pressentimentos e advertências; é na terceira isto é, nas criações fluídicas do pensamento que se pode encontrar a causa de certas imagens fantásticas que nada têm de real em relação à vida material, mas que têm para o Espírito uma realidade por vezes tais, que o corpo suporta o contragolpe e que se tem visto os cabelos embranquecerem sob a impressão de um sonho. Estas criações podem ser provocadas: pelas crenças exaltadas; por lembranças retrospectivas, pelos gostos, os desejos, as paixões, o medo, os remorsos, pelas preocupações habituais; pelas necessidades do corpo, ou um incômodo nas funções do organismo; enfim, por outros Espíritos, com um objetivo benévolo ou malévolo, conforme sua natureza. (7)

29. – A matéria inerte é insensível; o fluido perispiritual o é igualmente, mas transmite a sensação ao centro sensitivo, que é o Espírito. As lesões dolorosas do corpo se repercutem, pois, no Espírito como um choque elétrico, por intermédio do fluido perispiritual em que os nervos parecem que sejam os fios condutores. É o influxo nervoso dos fisiologistas que, não conhecendo as relações desse fluido com o princípio espiritual não puderam explicar-lhe todos os efeitos.

Esta interrupção pode ter lugar pela separação de um membro ou à secção de um nervo, mas também parcialmente ou de uma maneira geral, e sem nenhuma lesão, nos momentos de emancipação de grande super-excitação, ou preocupação do Espírito. Neste estado, o Espírito não se concentra mais ao corpo e em sua febril atividade, atrai, por assim dizer, a si, o fluido perispiritual que, retirando-se da superfície, nela produz uma insensibilidade momentânea. É assim que, no ardor do combate, um militar não se apercebe frequentemente que está ferido; que alguém, cuja atenção esteja concentrada sobre um trabalho, não percebe o barulho que se faça em volta dele. É um efeito análogo, porém mais pronunciado que tem lugar entre certos sonâmbulos, na letargia e na catalepsia. É assim, enfim, que se pode explicara insensibilidade dos convulsionários e de certos mártires. (Revista Espírita, jan.1868: Estudo sobre os muçulmanos de Aissa)

A paralisia não tem de todo a mesma causa: aqui, o efeito é totalmente orgânico; são os próprios nervos, os filamentos condutores que não estão mais aptos à circulação fluídica; são as cordas do instrumento que estão alteradas.

30. – Em certos estados patológicos, então, quando o Espírito não está mais no corpo e o perispírito só nele adere em alguns pontos, o corpo tem todas as aparências da morte e o é em verdade absoluta, em dizendo que a vida esteja apenas por um fio. Este estado pode durar mais ou menos por muito tempo; certas partes do corpo podem até entrar em decomposição, sem que a vida esteja definitivamente extinta. Enquanto o derradeiro fio não estiver rompido, o Espírito pode, seja por uma ação enérgica de sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho igualmente possante, ser chamado ao corpo. Assim, explicam-se certos prolongamentos da vida contra todas as probabilidades e certas pretensas ressurreições. É a planta que resiste, por vezes com uma só fibrila da raiz; mas quando as últimas moléculas do corpo fluídico são desligadas do corpo carnal ou quando este último fica em um estado de degradação irreparável, todo retorno à vista torna-se impossível. (8)

31. – O fluido universal é, como se viu, o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito que, apenas são transformações (j). Pela identidade de sua natureza, este fluido pode fornecer ao corpo os princípios reparadores. Estando condensado no perispírito, o agente propulsor é o Espírito encarnado ou desencarnado, que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância de seu envoltório fluídico. A cura se opera pela substituição de uma molécula sadia por outra molécula insalubre. O poder curador estará, pois, em razão da pureza da substância inoculada; ela depende ainda da energia e da vontade que provoca uma emissão fluídica mais abundante e dá ao fluido uma força maior de penetração; enfim, das intenções que animam aquele que quer curar, quer seja homem ou Espírito. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são como substâncias médicas alteradas.

32. – Os efeitos da ação fluídica sobre os doentes são extremamente variáveis conforme as circunstâncias; esta ação é por vezes lenta e reclama um tratamento seguido, como no magnetismo ordinário; de outras vezes é rápida como uma corrente elétrica. Há pessoas dotadas de um poder tal que operam sobre certos doentes curas instantâneas pela simples imposição das mãos, ou mesmo por um só ato da vontade. Entre os dois polos extremos desta faculdade há diferenças ao infinito. Todas as curas deste gênero são variedades do magnetismo e só diferem pela potência e a rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo, e o fluido que goza a propriedade de agente terapêutico e cujo efeito está subordinado à sua
qualidade e a circunstâncias especiais.

33. – A ação magnética pode se produzir de várias maneiras:
1° Pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, (k) cuja ação está subordinada à potência e, sobretudo à qualidade do fluido.

2° Pelo fluido dos Espíritos atuando diretamente e sem intermediário sobre um encarnado, seja para curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está em razão da qualidade do Espírito. (9)

3° Pelo fluido que os Espíritos derramam sobre o magnetizador e para o qual este seve de condutor. É o magnetismo misto, semiespiritual, ou, cão se queira, humano-espiritual. O fluido espiritual combinado com o fluido humano dá a este último as qualidades que lhe faltam. O concurso dos Espíritos em semelhante circunstâncias, é por vezes, espontâneo mas o mais comum é o provocado pelo apelo do magnetizador.

34. – A faculdade de curar pelo influxo fluídico é muito comum e pode-se desenvolver pelo exercício, mas o de curar instantaneamente pela imposição das mãos é mais raro, e seu apogeu pode ser considerado como excepcional. Todavia, viu-se em diversas épocas e quase entre todos os povos, indivíduos que a possuíam a um grau eminente. Nestes últimos tempos tem-se visto vários exemplos notáveis cuja autenticidade não pode se contestada. Desde que estas sortes de curas repousam sobre um princípio natural e que o poder de realizá-las não é um privilégio, é que elas não fogem e que nada têm de milagroso senão a aparência. (10)

35. – O perispírito é invisível para nós em seu estado normal, porém, como é formado de matéria etérea, o Espírito pode, em certos casos, faze-lo sujeitar-se por um ato de sua vontade, uma modificação molecular que lhe torna momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições, que não são mais do que os outros fenômenos que estão fora das leis da natureza. Este não é mais extraordinário do que o do vapor, que fica invisível quando se torna muito rarefeito, e que torna visível quando se condensa.

Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é, por vezes, vaga e vaporosa; em outras ocasiões ela é mais nitidamente definida; de outras vezes, enfim, ela tem todas as aparências da matéria tangível; pode até chegar à tangibilidade real, ao ponto em que não se possa equivocar sobre a natureza de ser que se tenha diante de si.

As aparições vaporosas são frequentes e chega assaz amiudado que os indivíduos se apresentem assim, após a morte para as pessoas com as quais tenha afeição. As aparições tangíveis são mais raras; embora se tenha delas bastante numerosos exemplos perfeitamente autênticos. Se o Espírito pode se fazer reconhecer, ele dará a seu envoltório todos os sinais exteriores que tinha de sua vida.

 

36. – É de se assinalar que as aparições tangíveis têm apenas a aparência da matéria carnal, mas não saberia em ter as qualidades; em razão de sua natureza fluídica, não podem ter a mesma coesão porque, em realidade, esta não é a carne; elas se formam instantaneamente e desaparecem da mesma forma, ou se evaporam pela desagregação das moléculas fluídicas.

Os seres que se apresentam nesta condição nem nascem nem morrem como os outros homens; vê-se-os e não se os vê mais sem se saber de onde vieram, como são vindos nem para onde vão; não se poderia destruí-los, nem acorrentá-los ou encarcerá-los, já que não possuem corpo carnal; os golpes que se lhes deferissem bateriam no vazio.

Tal é o caráter dos agêneres com os quais se possa entreter sem se duvidar do que sejam, mas que não se fazem de longa duração e não podem se tornar os comensais habituais de uma casa, nem figurar entre os membros de uma família.

Há, aliás, em toda sua pessoa, em suas maneiras, algo de estranho e de insólito que tem da materialidade e da espiritualidade; seu olhar vaporoso e penetrante simultaneamente não tem a nitidez de visão pelos olhos da carne; sua linguagem breve e quase sempre sentenciosa nada tem de clara e da volubilidade, da linguagem humana; sua aproximação faz sentir uma sensação particular indefinível de surpresa que inspira uma sorte de temor, e tudo em os tomando por indivíduos semelhantes a todo mundo, diz-se involuntariamente: Eis um ser singular! (11)

37. – O perispírito sendo o mesmo entre os encarnados e os desencarnados, por um efeito completamente idêntico, um Espírito encarnado pode aparecer, em um momento de liberdade, em um outro lugar daquele em que seu corpo repouse, sob seus traços habituais e com todas as marcas de sua identidade. É este fenômeno do qual se tem exemplos autênticos que deram lugar à crença aos homens duplos. (12)

38. – Um efeito particular a estas sortes de fenômeno, é que as aparições vaporosas e mesmo tangíveis não são perceptíveis indistintamente por todo mundo; os Espíritos só se mostram quando querem a quem o queiram. Um Espírito poderia, então, aparecer em uma assembléia a um ou a vários assistentes e não ser visto pelos demais. Isto vem do fato de que estas sortes de percepções se efetuam pela visão espiritual e não pela visão carnal; porque não apenas a visão espiritual é dada a todo mundo, mas pode, por necessidade, ser retirada, pela vontade do Espírito, daquele para quem não queira se mostrar como pode dá-la momentaneamente se o julgar necessário.

A condensação do fluido espiritual nas aparições, mesmo até a tangibilidade, não tem, pois as propriedades da matéria ordinária; sem tal coisa, s aparições, sendo perceptíveis pelos olhos do corpo, sê-lo-iam por todas as pessoas presentes. (13)

39. – O Espírito, podendo operar transformações na contextura de seu envoltório perispiritual e este envoltório irradiando em volta dos corpos como uma atmosfera fluídica, um fenômeno análogo ao das aparições pode se produzir na superfície dos referidos corpos. Sob a camada fluídica, a figura real do corpo pode se desfazer mais ou menos completamente e revestir-se de outros traços; ou bem, os traços primitivos vistos através da camada fluídica modificada, como através de um prisma, podem tomar uma outra expressão. Se o Espírito, saindo do terra a terra, se identifica com as coisas do mundo espiritual, a expressão de uma figura disforme pode tornar-se bela, radiosa e, por vezes, até, luminosa; se, ao contrário, o Espírito fica exaltado por maldosas paixões, uma figura bela pode tomar um aspecto hediondo.

É assim eu se operam as transfigurações que são sempre um reflexo das qualidades e dos sentimentos predominantes do Espírito. Esse fenômeno é, pois, o resultado de uma transformação fluídica; é uma sorte de aparição perispiritual que se produz sobre o próprio corpo mesmo vivente e, por vezes, no momento da morte, em lugar de se produzir ao longe, como nas aparições propriamente ditas. O que distingue as aparições deste gênero, é que geralmente elas são perceptíveis por todos os assistentes e pelos olhos do corpo, precisamente porque elas têm por base a matéria carnal visível, enquanto que, nas aparições puramente fluídicas, nunca existe matéria tangível. (14)

40. – Os fenômenos das mesas girantes e falantes, da suspensão etérea dos corpos pesados, de escrita medianímica, tão anciães quanto o mundo, mais vulgares atualmente, dão a chave de alguns fenômenos análogos aos, na ignorância da lei que os reja, tinha-se atribuído um caráter sobrenatural e miraculoso. Estes fenômenos repousam sobre as propriedades do fluido perispiritual, seja dos encarnados, seja dos Espíritos livres.

41. – É com ajuda de seu perispírito que o Espírito age sobre seu corpo vivo; é ainda com este mesmo fluido que ele se manifesta agindo sobre a matéria inerte, que ele produz os ruídos, os movimentos das mesas e outros objetos que ergue, derruba ou transporta. Este fenômeno nada tem de surpreendente, caso se considere que, entre nós, os mais possantes motores se encontram nos fluidos os mais rarefeitos e até imponderáveis, como o ar, o vapor e a eletricidade.

É igualmente com ajuda de seu perispírito que o Espírito faz os médiuns escrever (l), falar (psicofonia) ou desenhar; não tendo corpo tangível para atuar ostensivamente quando quer se manifestar, ele se serve do corpo do médium, do qual toma emprestado os órgãos que faz agir como se fosse seu próprio corpo, e isso pelo eflúvio fluídico que derrama sobre ele.

42. – É pelo mesmo meio que o Espírito atua sobre a mesa, seja por fazê-la movimentar-se sem significação determinada, seja por fazê-la bater com golpes inteligentes indicando as letras do alfabeto para formar palavras e frases, fenômeno designado sob o nome de tiptologia.

A mesa, aqui, é apenas um instrumento do qual ele se serve, como o faz com o lápis para escrever; dá-lhe uma vitalidade momentânea pelo fluido eu a penetra, porém nunca se identifica com ela. As pessoas que, em suas emoções, vendo manifestar-se um ente que lhe seja caro, abraçam a mesa, fazem um ato ridículo, porque é absolutamente como se abraçassem um bastão do qual um amigo se serve para vibrar seus golpes. O mesmo ocorre com os eu dirigem a palavra à mesa, como se o Espírito estivesse atado na madeira ou como se a madeira fosse transformada em Espírito.

Quando comunicações têm lugar por este meio, é preciso se caracterizar o Espírito não na mesa, mas ao lado, tal como estaria em sua vida, e tal como se o veria se, a este momento, ele pudesse tornar-se visível. A mesma coisa tem lugar nas comunicações por psicografia: ver-seia o Espírito ao lado do médium conduzindo sua mão ou lhe transmitindo seu pensamento por uma corrente fluídica.

43. – Quando a mesa se destaca do solo e flutua no espaço sem ponto de apoio, o Espírito não a ergue à força braçal, mas envolve-a e penetra-lhe uma sorte de atmosfera fluídica que neutraliza o efeito da gravidade, como o faz o ar pelos balões e as cafifas. O fluido no qual está penetrado dá-lhe momentaneamente uma leveza específica enorme. Quando está colada ao solo, é um caso análogo ao da bomba pneumática com a qual se faz o vácuo. São apenas comparações para mostrar a analogia dos efeitos e não a similitude absoluta das causas. (Livro dos Médiuns, cap. IV)

Compreende-se após isto que não é difícil ao Espírito levantar uma pessoa como levantar uma mesa, de transportar um objeto de um local a outro, ou de lançá-lo a qualquer parte; estes fenômenos produzem-se pela mesma lei. (15)

Quando a mesa persegue alguém, não é o Espírito que corre, porque ele pode ficar tranquilamente no mesmo lugar, mas ele dá-lhe a impulsão por uma corrente fluídica com a ajuda da qual a faz mover a seu capricho.

Quando golpes se fazem perceber na mesa ou alhures, o Espírito não bate nem com sua mão nem com um objeto qualquer; ele dirige sobre o ponto de onde parte o barulho um jato de fluido que produz o efeito de um choque elétrico. Ele modifica o ruído como se pode modificar os sons produzidos pelo ar. (16)

44. – Um fenômeno muito frequente na mediunidade é a aptidão de certos médiuns para escrever em uma língua que lhe seja estranha; a tratar, pela palavra ou pela escrita, temas fora do conhecimento de sua instrução. Não é raro em ver que escrevem corretamente sem ter aprendido a escrever; por vezes, fazem poesia sem ter jamais sido feito um verso em sua vida; em outros casos, desenham, pintam, esculpem, compõem música, tocam um instrumento sem conhecer o desenho, a pintura, a escultura ou a arte musical. É muito frequente que um médium psicógrafo reproduza, sem se equivocar, o escrito e a assinatura que o Espírito que se comunica por seu intermédio tinham quando em vida, embora jamais os tenha conhecido.

Este fenômeno não é mais maravilhoso que de ver um menino escrever quando conduzem-lhe a mão; pode-se, assim, fazê-lo executar tudo o que se queira. Pode-se fazer com que escreva à primeira vista numa língua qualquer ditando-lhe as palavras letra por letra. Compreende-se que se possa fazer o mesmo com a mediunidade, caso se reporte à maneira com a qual os Espíritos se comunicam com os médiuns, que são para eles, em realidade, meros instrumentos passivos. Mas se o médium possuído do mecanismo se venceu as dificuldades práticas, se as expressões lhe são familiares, se têm enfim, em seu cérebro os elementos de que este Espírito queira fazê-lo executar, ele fica na posição do homem que sabe ler e escrever corretamente; o trabalho fica mais fácil e mais rápido; o Espírito só tem mais eu transmitir o pensamento que seu intérprete reproduz pelos meios de que disponha.

A aptidão de um médium a coisas que lhe sejam estranhas possui frequentemente também aos conhecimentos que possuíam em uma outra existência e na qual seu Espírito conservou a intuição. Se foi poeta ou músico, por exemplo, terá maior facilidade de assimilar o pensamento poético ou musical que queiram lhe fazer reproduzir. A língua que ignora atualmente pode lhe ter sido familiar em uma outra existência: daí, para ele, uma aptidão maior para escrever mediunicamente nesta língua. (17)

45. – Os maus Espíritos pululam em volta da Terra, por consequência da inferioridade moral de seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos com os quais a humanidade é alvo aqui em baixo. A obsessão que é um dos efeitos desta ação, como as doenças e todas as atribulações da vida, devem, pois, ser consideradas como uma prova ou uma expiação e aceita como tal.

A obsessão é a ação persistente que um malvado Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito distintos, desde a simples influência moral sem marcas externas sensíveis, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades medianímica; na mediunidade auditiva e psicográfica ela se traduz pela obstinação de um Espírito em se manifestar com a exclusão dos demais.

46. – Igualmente como as doenças são o resultado das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre a de uma imperfeição moral que dá entrada a um Espírito mau. A uma causa física opõe-se uma força física, a uma causa moral é preciso opor-se uma força moral. Para preservar-se das doenças, fortifica-se o corpo; para se garantir da obsessão é preciso fortificar-se a alma; daí para o obsidiado, a necessidade de trabalhar pela sua própria melhoria, o que satisfaz o mais frequente para desembaraçar-se do obsessor sem recurso de pessoas estranhas. Este recurso torna-se necessário quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque, então, o paciente perde, por vezes, sua vontade e seu livre arbítrio.

A obsessão é quase sempre o fato de uma vingança exercida por um Espírito e que o mais frequente tem origem nas relações que o obsedado tenhas tido com aquele em uma existência anterior.

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado é como envolvido e impregnado de um fluido pernicioso que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repulsa. É deste fluido que se torna necessário se desembaraçar; ora, um mau fluido não pode ser repelido por outro mau fluido.

Por uma ação idêntica à do médium curador, no caso de doenças, é necessário expulsar o fluido mau com ajuda de um fluido melhor.

Esta é a ação mecânica, mas que nem sempre é suficiente; é preciso também e sobretudo atuar sobre o ser inteligente ao qual é preciso ter o direito de atuar sobre o ser inteligente ao qual é preciso ter o direito de falar com autoridade e esta autoridade só é dada pela superioridade moral; quanto maior ela for, maior será a autoridade.

Isto não é tudo ainda; para assegurar a libertação, torna-se necessário fazer nascer nele o arrependimento e o desejo do bem, com auxílio de instruções habilmente dirigidas em evocações particulares feitas em vista de sua educação moral; então, pode-se ter a dupla satisfação de liberar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

A tarefa se torna mais fácil quando o obsedado, compreendendo sua situação, traz sua contribuição voluntária e de prece; não o é desta forma quando aquele seduzido pelo Espírito mentiroso ilude-se sobre as qualidades de seu dominador, e se compraz no erro onde este último o mergulha; porque, então, longe de secundar, ele repele a assistência. É o caso da fascinação sempre infinitamente mais rebelde que a subjugação, a mais violenta. (Livro dos Médiuns, cap. XXIII)
Em todos os casos de obsessão, a prece é a mais poderosa auxiliar para agir contra o Espírito obsessor.

47. – Na obsessão, o Espírito age exteriormente com auxílio de seu perispírito que ele identifica com o do encarnado; este último encontra-se então enlaçado como em uma rede e forçado a agir contra sua vontade Na possessão, em lugar de agir exteriormente, o Espírito livre se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; faz eleição de domicílio em seu corpo sem que, contudo este o deixe definitivamente, o que não pode ter lugar senão com a morte. A possessão é, pois, sempre temporária e intermitente porque um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar e dignidade de um Espírito encarnado, atentando que a união molecular do perispírito e do corpo só pode se operar no momento da concepção. (Cap. XI, n° 18)

O Espírito, na posse momentânea do corpo, serve-se dele como do seu próprio; fala por sua boca, vê pelos seus olhos, atua com seus braços como se tivesse feito de sua vivência. Não o é mais como na mediunidade psicofônica onde o Espírito encarnado fala transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado; é este último ele próprio que fala e que atua e se o tiver conhecido em vida, reconhecê-lo-á pela sua linguagem, sua voz, pelos seus gestos e até pela expressão de sua fisionomia.

48. – A obsessão (#1) é sempre uma ocorrência de um Espírito malfeitor. A possessão (#2) pode ser a atuação de um bom Espírito que quer falar e, para causar maior impressão em seu ouvinte, toma emprestado o corpo de um encarnado que este lhe empresta voluntariamente como se emprestasse sua veste. Isso se faz sem nenhuma perturbação nem mal estar, e durante este tempo o Espírito se encontra em liberdade como no estado de emancipação, e, mais frequentemente ele se coloca ao lado de seu reintegrante para escutá-lo.

Quando o Espírito possessor é mau, as coisas se passam diferentemente; ele não toma emprestado o corpo; ele se apodera, se o titular não possuir força moral a lhe resistir. Ele o faz por maldade para com o dito, a quem tortura e martiriza de todas as maneiras, até querer fazer com que pereça, seja pelo estrangulamento, seja colocando-o no fogo ou em outros lugares perigosos. Servindo-se dos membros e dos órgãos do desditoso paciente, blasfemeia; injuria e maltrata os que o cercam; libera-se a estas excentricidades e a atos que tenham todas as características de loucura furiosa.

Os fatos deste gênero em diversos graus de intensidade são muito numerosos, e diversos casos de loucura não possuem outra causa. Frequentemente a eles se juntam desordens patológicas que são apenas consequências, e contra as quais os tratamentos médicos são impotentes enquanto subsistir a causa primária. O Espiritismo, fazendo conhecer esta fonte de uma parte das misérias humanas, indica o meio de remediá-las; este meio é o de atuar sobre o autor do mal que, sendo um ser inteligente, deve ser tratado com inteligência. (18)

49. – A obsessão e a possessão são mais frequentemente individuais, mas, por vezes, são epidêmicas. Quando uma nuvem de maus Espíritos se abate sobre uma localidade e comoquando uma tropa de inimigos vem invadi-la. Neste caso, o número de indivíduos atingidos pode ser considerável. (19)


NOTAS

(4) Fatos de dupla visão e de lucidez sonambúlica relatados na Revista Espirita: jan. 1858, p. 25; nov. 1858, p. 213; jul. 1861, p. 197; nov. 1865, p. 352

(5) Exemplos de letargia e catalepsia: Revista Espirita: Senhor Schwabenhaus, set. 1858, p. 255; – A jovem
cataléptica de Suabe, jan. 1866, p. 18.

(6) É assim que se pode explicar as visões da Irmã Elmerich, que se reportando ao tempo da Paixão de Cristo, disse que viu coisas materiais que nunca existiram senão nos livros que lera; aquela da senhora Cantanille (Revista Espirita, ago. 1866, pág. 240) e uma parte daquelas de Swedenborg.

(7) Revista Espirita – jun. 1866, p. 172 – set. 1866, p. 184. – Livro dos Espíritos, cap. VIII, n° 400)

(8) Exemplos: Revista Espirita, O doutor Cardon, ago. 1863, p. 251; – A mulher corsa; mar. 1866, p. 134

(9) Exemplos: Revista Espirita, fev. 1863 p. 04 ; – abr.1865, p. 113 ; – set. 1865, p. 264.

(10) Exemplos de curas instantâneas reportadas na Revista Espirita: O Príncipe de Hohenlohe, dez. 1866, p. 368; Jacob, out. e nov. 1867, ps. 306 e 339; – Simonet, ago. 1867, p. 232; – Caid Hassan, out. 1867, p. 303; – o pároco Gassner, nov. 1867, p. 331.

(11) Exemplos de aparições vaporosas ou tangíveis e de agêneres: Revista Espirita – jan. 1858, p. 24; – out.
1858, p. 291; – fev. 1859, p. 38; – mar. 1859, p. 80; – jan. 1859, p. 11; – nov. 1859, p. 303; – ago. 1859, p. 210; – abr. 1860, p. 117: – mai. 1860, p. 150; – jul. 1861, p. 199; – abr. 1866, p.120; – O trabalhador Martin apresentado a Luís XV, pormenores completos; dez. 1866, p. 353.

(12) Exemplo de aparições de pessoas vivas: Revista Espirita, dez. 1858, p. 329 e 331; – fev. 1859, p. 41; – ago. 1859, p. 197; – nov. 1860, p. 356.

(13) Não é preciso aceitar senão com uma extrema reserva o relato de aparições puramente individuais que, em certos casos, poderiam ser o efeito da imaginação superexcitada e por vezes uma invenção feita com um objetivo interesseiro. Convém, pois, ter um compto escrupuloso das circunstâncias, da honorabilidade da pessoa, assim como do interesse que pudesse ter para abusar da credulidade de indivíduos demasiadamente confiantes.

(14) Exemplo e teoria da transfiguração, Revista Espirita, mar. 1859, p. 62. (Livro dos Médiuns, cap. VII, p. 142)

(15) Tal é o princípio do fenômeno dos transportes; fenômeno muito real, contudo convém só aceitá-lo com uma extrema reserva porque é um dos que mais se prestam a imitações e escamoteações. A honorabilidade
irrecusável de pessoa que os obtém, seu desinteresse absoluto, material e moral e o concurso das circunstâncias acessórias devem ser postas em séria consideração. É preciso, sobretudo, desconfiar-se da enorme facilidade com a qual tais efeitos sejam produzidos e manter sob suspeita os que se repelem muito freqüente e por assim dizer, à vontade; os prestidigitadores fazem coisas mais extraordinárias.

O levantamento de alguém é um fato não menos positivo, porém bastante mais raro talvez porque seja mais difícil de imitá-lo. É notório que o Sr. Home foi mais de uma vez erguido, até o teto, fazendo a volta pela sala. Diz-se que São Cupertino tinha a mesma faculdade o que não é mais milagroso para um do eu para outro.

(16) Exemplos de manifestações materiais e de perturbações por Espírito: Revista Espirita: Jovem filha dos
Panoramas, jan. 1858, p. 13; – Senhorinha Clairon, fev. 1858, p. 44; – Espírito batedor de Bergzabern, registro completo, mai., jun., jul. 1858, p. 125, 153 e 184; – Dibbelsdorf, ago. 1858, p. 219; – Boulanger de Dieppe, mar. 1860, p. 76; – Negociante de São Petersburgo, abr. 1860, p. 115; – Rua das Nogueiras, ago. 1860, p. 236; – Espírito batedor de l’Aube, jan. 1861, p. 23; – idem ao século XVI, jan. 1864, p. 32: – Poitiers, mai. 1864, p. 156 e mai. 1865, p. 134; – Irmã Maria, jun. 1864, p. 185; – Marselha, abr. 1865, p. 225; – Os raios de Equihem, fev. 1866, p. 55.

(17) A aptidão de certas pessoas para línguas eu elas sabem, por assim dizer, sem as ter aprendido não tem uma
outra causa senão que uma lembrança intuitiva do que sabiam em uma outra existência. O exemplo do poeta Méry relatado na Revista Espirita de nov. 1864, p. 328, é uma prova. É evidente que se o Sr. Méry tivesse sido médium em sua juventude, ele teria escrito em latim tão facilmente quanto em francês e ter-se-ia criado o
prodígio.

(18) Exemplo de cura de obsessões e de possessões: Revista Espirita, dez. 1863, p. 373. – jan. 1864, p. 11. –
jul. 1864, p. 168. – jan. 1865, p. 11. – jun. 1864, p. 168. – jan. 1865, p. 11. – jun. 1865, p. 172. – fev. abr. e mai. 164 1863, pgs. 1, 33, 101 e 133.

(19) É uma epidemia deste gênero que seviciou durante vários anos a aldeia de Morzine, na Sabóia – (ver o relato completo desta epidemia na Revista Espirita de dez. 1862, p.353, jan., fev., abr. e mai. 1863, pgs 1, 33, 101 e 133)

 

NOTAS DO TRADUTOR

(h) Atualmente são conhecidos dezoito sensórios.

(i) A descoberta da energia escura pela Ciência pode ser o primeiro passo para esclarecer estes fenômenos.

(j) Pela equação de Einstein, E = mc², esta energia fundamental, então conhecida como fluido universal, é que se condensa para formar a matéria.

(k) Mesmer o chamou de magnetismo animal.

(l) Psicografia.

NOTA DO PORTAL A ERA DO ESPÍRITO
(#1) Posterior à Gênese a União Espírita da Bélgica, lança o livro L’Obsession (A Obsessão) apresentando
escritos do mestre Allan Kardec sobre o tema. Informa Carlos de Brito Imbassahy: que nessa obra é onde
(Kardec) classifica um quarto tipo de obsessão, denominando-a de obsessão física.

(#2) Na Revista Espirita de dezembro de 1863, Um Caso de possessão (Senhorita Julia), quando narrou o caso da sonâmbula Sra. A, que de repente mudou de voz tomando atitudes absolutamente masculinas, isso fez com que Kardec muda-se de opinião em relação a possessão, levando-o, logo no primeiro parágrafo desse artigo a escrever de maneira contundente o seguinte: “Temos dito que não havia possessos, no sentido vulgar do vocábulo, mas subjugados. Voltamos a esta asserção absoluta, porque agora nos é demonstrado que pode haver verdadeira possessão, isto é, substituição, posto que parcial, de um Espírito errante a um encarnado.”

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