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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.
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CAPÍTULO XV – OS MILAGRES DO EVANGELHO

BODAS DE CANÁ

47. – Este milagre, mencionado em um só evangelho de S. João é indicado como sendo o primeiro que Jesus fez, e, por este motivo diria que era igualmente mais marcado; é preciso que tenha produzido bem pouca sensação para que nenhum outro evangelista fale dele. Um fato também extraordinário diria abalar ao mais alto ponto os convivas e principalmente ao chefe da casa que não parecia mesmo ter-se apercebido.

Considerado em si mesmo, este fato tem pouca importância comparativamente a aquele que testemunham verdadeiramente qualidades espirituais de Jesus. Admitindo-se que as coisas se passam como são reportadas, é notável que seja o único fenômeno deste gênero que tenha produzido; era de uma natureza bastante elevada para se ligar a efeitos puramente materiais próprios somente a espicaçar a curiosidade da multidão que o assimilava a um mágico; ele sabia que as coisas úteis lhe conquistaria mais simpatia e lhe traria mais adeptos do que os que pudessem passar por desvios de destreza e nunca tocariam o coração.

Bem que ao rigor, faz-se poder explicar até um certo ponto, por uma ação fluídica que assim que o magnetismo em oferta dos exemplos teriam trocado as propriedades da água, dando-lhe o gosto do vinho, esta hipótese é pouco provável atentando para os casos semelhantes, a água tendo apenas o gosto do vinho, teria conservado sua cor, o que não teria escapado de ser remarcado. É mais racional de ver aí uma de suas parábolas tão frequentes nos ensinamentos de Jesus, como a do jovem pródigo, do festim das bodas e tantos outros. Ele teria feito durante o repasto, uma alusão ao vinho e à água de onde tirou uma instrução. O que justifica esta opinião são as palavras são as palavras que lhe endereçou a este assunto o mestre de hotel; “Todo homem serve a princípio o bom vinho e depois que tenham bebido o bastante, serve-se então um inferior; mas, para vós, tendes reservado o bom vinho até esta hora”.

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