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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.

CAPÍTULO XV – OS MILAGRES DO EVANGELHO

TEMPESTADE AMAINADA

45. – Um dia, estando provido em um barco com seus discípulos, disse-lhes: Passemos ao outro bordo do lago. Partiram, pois. – E como passavam, ele adormeceu. – Entre um grande turbilhão de vento vindo de repente prorromper sobre o lago, de sorte que, enchendo-se d’água, eles ficaram em perigo. – Aproximaram-se, pois, dele e despertaram-no, em lhe dizendo: Mestre, perigamos. Jesus, levantando-se, falou com ameaça aos ventos e às ondas agitadas, e eles se amainaram e se fez uma grande calma. Então, ele lhes disse: Onde, pois, está a vossa fé? Mas eles, cheios de medo e de admiração disseram uns aos outros: Qual é, pois, este que comanda a sorte dos ventos e das ondas e a quem obedecem? (São Lucas, cap. VIII, v.22 a 25)

46. – Não conhecemos ainda o bastante os segredos da natureza para afirmar se há sim ou não inteligências ocultas  que presidem a ação dos elementos. Nesta hipótese, o fenômeno em questão poderia ser o resultado de um ato de autoridade sobre estas mesmas inteligências, e provaria um poder que não é dado a nenhum homem exercer.

Em todo casos, Jesus dormindo tranquilamente durante a tempestade, atesta uma seguridade que pode se explicar por este fato de que seu Espírito via que não tinha nenhum perigo e que a borrasca iria apaziguar-se.