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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.
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CAPÍTULO XVII – PREDIÇÕES DO EVANGELHO

PARÁBOLA DOS VINATEIROS HOMICIDAS

29. – Havia um pai de família que, tendo plantado uma vinha, fechou-a com uma cerca viva; e escavando a terra ele aí edificou uma torre; depois, tendo-a alugado a vinhateiros, ele se foi para um país distante.

Ora, o tempo das frutas estando próximo, ele enviou seus servidores aos vinhateiros para recolher os frutos de sua vinha. – Mas os vinhateiros, tendo se apoderado dos seus servidores, agrediram um, mataram outro e lapidaram um terceiro. – Ele lhe enviou ainda outros servidores em maior número que os primeiros e foram tratados da mesma forma. – Enfim, enviou-lhe seu próprio filho, dizendo para si mesmo: Terão algum respeito pelo meu filho. Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre eles: Eis o herdeiro: vinde, matemo-lo e seremos senhores de sua herdade. – Assim, tendo-se apoderado dele, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.

Quando, pois, o senhor da vinha vier, como tratará os vinhateiros? – Responderam-lhe: fará perecer miseravelmente estes perigosos e arrendará sua vinha a outros vinhateiros que lhe tornarão os frutos em sua estação. (São Mateus, c. XXI, v. 33 a 41)

30. – O pai de família é Deus; a vinha que plantou é a lei que estabeleceu; os vinhateiros aos quais arrendou sua vinha são os homens que devem ensinar e praticar sua lei; os servidores que enviou até eles são os profetas que fizeram perecer; seu Filho que ele enviou, enfim, é Jesus, que eles mataram do mesmo jeito. Como, pois, o Senhor tratará seus mandatários prevaricadores de sua lei? Ele os tratará como foram tratados seus enviados, e chamará outros que lhe renderem melhor compto de seus bens e da condução de sua manada.

Assim tem-no sido escribas, príncipes dos sacerdotes e fariseus; assim o será quando ele vier de novo conta a cada um do que tenha feito de sua doutrina; tirará a autoridade de quem dela tiver abusado, porque quer que seu campo seja administrado conforme sua vontade.

Após dezoito séculos a humanidade, chegada à idade viril está madura para compreender o que Cristo só fez aflorar, porque como ele próprio dizia, não teriam compreendido. Ora, a qual resultado chegaram os que, durante este longo período tem sido encarregado de sua educação religiosa? Em ver a indiferença suceder à fé e a incredulidade se erigir como doutrina. Em nenhuma outra época, de fato, o cepticismo e o espírito de negação não foram mais propalados em todas as classes da sociedade.

Mas, se algumas das palavras são encobertas por alegorias, por tudo o que concerne à regra de conduta, as relações homem-a-homem, os princípios morais dos quais ele faz a condição expressa da salvação. (Evangelho conforme o Espiritismo, cap. XV), ele é claro, explícito e sem ambiguidade.

O que fez de suas máximas de caridade, de amor e de tolerância; das recomendações que fez a seus apóstolos de converter os homens pela doçura e a persuasão; a simplicidade, a humildade, o desinteresse e todas as virtudes em que ele deu o exemplo? Em seu nome os homens se lançaram o anátema e a maldição; massacraram-se em nome daquele que disse: todos os homens são irmãos. Fizeram um Deus ciumento, cruel, vingativo e parcial daquele que se proclamou infinitamente justo, bom e misericordioso; sacrificou-se a este Deus de paz e de verdade mais de milhares de vítimas nas piras, pelas torturas e as perseguições o que jamais sacrificaram os pagãos pelos falsos deuses; venderam-se as preces e os favores do céu em nome daquele que perseguiu os vendilhões do templo e que disse a seus discípulos: Dai de graça o que de graça receberdes.

Que diria o Cristo se vivesse atualmente entre nós? Se visse seus representantes ambicionar as honras, as riquezas, o poder e o fausto dos príncipes no mundo enquanto que ele, mais rei do eu os reis da Terra, fez sua entrada em Jerusalém montado num asno? Não estaria ele no direito de dizer: que fizestes de meus ensinamentos, vós que lisonjeais o bezerro de ouro, que fazeis em vossas preces uma ampla participação aos ricos e uma mirrada participação aos pobres, neste caso que vos tenho dito: Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus? Mas se ele não o está carnalmente, não o está em Espírito, e como o mestre da parábola, virá pedir conta a seus vinhateiros do produto de sua vinha, quando do tempo da colheita chegar.

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