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Livro Obras Póstumas

ALLAN KARDEC
3 DE OUTUBRO DE 1804 • 31 DE MARÇO DE 1869
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
Tradução de Guillon Ribeiro

 

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Livro Obras Póstumas – OP

SEGUNDA PARTE

Extratos in extenso, tirado do livro das Previsões Concernentes ao Espiritismo manuscrito composto com um cuidado todo especial por Allan Kardec; E do qual nenhum capítulo foi até este dia publicado

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

11 de setembro de 1856

(Em casa do Dr. Baudin. Médium srta. Baudin.)

– Pergunta. (À Verdade). Uma parte da obra foi revista, seríeis bastante bom para me dizer o que pensais disso?
– Resposta. O que foi revisto está bem; mas, quando tudo acabar, será preciso revê -la ainda, a fim de estendê-la sobre certos pontos, e abreviá -la em outros.

– Perg. Pensais que deva ser publicada antes que os acontecimentos anunciados se tenham cumprido?
– Resp. Uma parte, sim; mas tudo, não; porque te asseguro que teremos capítulos muito espinhosos. Por importante que seja este primeiro trabalho, não é, de alguma sorte, senão uma introdução; tomará proporções que estás longe de supor hoje, e tu mesmo compreenderá s que certas partes não poderão ser publicadas senão muito mais tarde, e gradualmente, à medida que as ideias novas se desenvolverem e tomarem Dar tudo de uma vez seria uma imprudência, é necessário deixar, à opinião, o tempo de se formar. Encontrarás impa cientes que te empurrarão para a frente: não os escuteis; vê, observa, sonda o terreno, sabe esperar, e faze como o general prudente que não ataca senão quando o momento favorável chegou.

NOTA. (escrita em janeiro de 1867). – Na época em que foi dada essa comunicação, eu não tinha em vista senão O Livro dos Espíritos , e estava longe, como disse o Espírito, de suspeitar das proporções que o conjunto do trabalho tomaria. Os acontecimentos anunciados não deveriam se cumprir antes de vários anos, uma vez que não o foram ainda neste momento. As obras aparecidas até este dia, não foram publicadas senão sucessivamente, e me encontrei levado a fazê -las, à medida que as ideias novas se desenvolviam. Daqueles que restam a fazer, o mais importante, aquele que pode ser considerado como o coroamento do edifício, e contém, com efeito, os capítulos mais espinhosos, não poderia ser publicado sem prejuízo antes do período dos desastres. Eu não via então senão um li vro, e não compreendia que pudesse ser fracionado, ao passo que o Espírito fazia alusão àqueles que deveriam seguir, e que haveria inconveniente em publicar prematuramente.

“Saiba esperar, disse o Espírito; não escutes os impacientes que te empurrarão para frente.” Os impacientes não faltaram, e se os houvesse escutado, conduziria, em cheio, o navio sobre os escolhos. Coisa bizarra! Ao passo que uns me gritavam para ir mais depressa, outros me acusavam de não ir mais devagar. Não escutei nem uns e nem o s outros, constantemente tomo por bússola a marcha das ideias.

De que confiança no futuro não devia estar animado, à medida que via se realizarem as coisas previstas, e que reconhecia a profundidade da sabedoria das instruções de meus protetores invisíveis.

O Livro dos Espíritos, 11 de setembro de 1856

(Em casa do sr. Baudin. Méd. srta. Baudin.)

Depois de ler alguns capítulos de O Livro dos Espíritos, concernentes às leis morais, o médium escreveu espontaneamente:

“Compreendestes bem o objetivo de teu trabalho; o plano está bem concebido; estamos contentes contigo. Continue; mas, sobretudo, quando a obra estiver terminada, lembra -te de que nós te recomendaremos fazê -la imprimir e propagá -la: é de uma utilidade geral. Estamos satisfeitos, e não te deixaremos jamais. Crê em Deus e caminha.”

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