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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.
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CAPÍTULO VII – ESBOÇO GEOLÓGICO DA TERRA

PERIODO POS-DILUVIANO OU ATUAL – NASCIMENTO DO HOMEM

47. – O equilíbrio uma vez restabelecido na superfície do globo, a vida animal e vegetal prontamente tomou seu curso. O solo consolidado tomara uma postura mais estável; o ar mais depurado convinha aos organismos mais delicados. O Sol que brilhava com todo seu esplendor através de uma atmosfera límpida, derramava, com sua luz, um calor menos sufocante e mais vivificante do que o da fornalha interior. A Terra se povoava de animais menos selvagens e mais sociáveis; os vegetais mais suculentos ofereciam uma alimentação menos grosseira; tudo, enfim, estava preparado sobre a Terra para o novo hóspede que o deveria habitar. Foi então que apareceu o homem, o último ser da criação, aquele cuja inteligência devia desde então concorrer para o progresso geral, tudo em progresso próprio.

48. – O homem não teria existido realmente sobre a Terra senão, depois do período diluviano, ou bem, teria ele aparecido antes desta época? Esta questão é muito controversa atualmente, mas a solução, qualquer que seja, só terá importância secundária, já que não mudaria nada em relação aos fatos acontecidos.

O que fizera pensar que a aparição dos homens seja posterior ao dilúvio, foi que não encontraram nenhum traço autêntico de sua existência durante o período anterior. As ossadas descobertas em diversos lugares, e que se tem feito crer na existência de uma pretensa raça de gigantes antediluvianos, foram reconhecidos como sendo ossadas de elefantes.

O que não resta dúvida é que o homem não existiu nem no período primário nem no de transição, muito menos no período secundário, não apenas porque não se encontra nenhum traço, mas porque as condições de vitabilidade não existiam para ele. Se apareceu no período terciário, não poderia ser senão ao seu fim, e, ainda, devia ser pouco provável; senão, após ter-se encontrado os vestígios mais delicados de um tão grande número de animais que viveram a esta época, não se compreenderia que os homens não houvessem deixado nenhum indício de sua presença, quer pelos restos dos corpos, quer por quaisquer trabalhos.

De resto, o período diluviano, tendo sido curto, não ocasionou notáveis trocas nas condições climáticas e atmosféricas; os animais e os vegetais eram também os mesmos antes como depois; não há, pois uma possibilidade material de que a aparição do homem tenha precedido este grande cataclismo; a presença do símio a esta época ajunta à probabilidade do feito, o que recentes descobertas parecem confirmar (10).

O que quer que seja, que o homem tenha aparecido ou não antes do grande dilúvio universal, é certo que seu papel humanitário só começou a se desenhar no período pós diluviano; pode-se pois considerar como caracterizado por sua presença.


NOTA

(10) Veja os trabalhos do Sr. Boucher de Perthes.

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