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A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.

CAPÍTULO VIII – TEORIAS DA TERRA

TEORIA DA CONDENSAÇÃO

3. – A Teoria da formação pela condensação da matéria cósmica é a que prevalece atualmente, na Ciência como sendo a que está melhor justificada pela observação, que resolve o maior número de dificuldades e que se apoia, mais do que todas as outras, sobre o grande princípio da unidade universal. É a que está descrita anteriormente, cap. VI, Uranografia Geral.

Estas duas teorias, como se vê, tendem ao mesmo resultado: o estado primitivo de incandescência do globo, a formação de uma crosta sólida pelo resfriamento, a existência de um fogo central e a aparição da vida orgânica desde que a temperatura tornasse possível. Elas diferem pelo modo de formação da Terra e é provável que, se Buffon tivesse vivido em nossos dias, ele teria tido outras ideais. São, pois, duas rotas diferentes conduzindo ao mesmo objetivo.

A Geologia toma a Terra ao ponto onde a observação direta é possível. Seu estado anterior escapando à experimentação, só pode ser conjectura; ora, entre duas hipóteses, o bom senso diz que é preciso procurar a que esteja sancionada pela lógica e que concorde ao máximo com os fatos observados.