[layerslider id=”3″]

A Gênese é uma das cinco obras básicas da Codificação do Espiritismo. É um livro que, conhecido e estudado, proporciona uma oportunidade excepcional de imersão em grandes temas de interesse universal, abordados de forma lógica, racional e reveladora. Divide-se em três partes: na primeira parte, analisa a origem do planeta Terra, de forma coerente, fugindo às interpretações misteriosas e mágicas sobre a criação do mundo; na segunda, aborda a questão dos milagres, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho; na terceira enfoca as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração nova, que marcará um novo tempo no mundo com a prática da justiça, da paz e da fraternidade. Os assuntos apresentados nos dezoito capítulos desta obra têm como base a imutabilidade das grandiosas leis divinas.

CAPÍTULO XVII – PREDIÇÕES DO EVANGELHO

RUINA DO TEMPLO DE JERUSALÉM

15. – Quando Jesus saiu do templo para se ir, seus discípulos se aproximaram dele para lhe fazerem notar a estrutura e a grandeza deste edifício. – Mas ele lhes disse: Vede vós todas estas edificações? Eu vos digo em verdade, elas serão a tal ponto, destruídas que não restará pedra sobre pedra. (São Mateus, cap. XIV, v. 1 e 2)

16. – Chegando, em seguida, próximo a Jerusalém e contemplando a cidade, ele chorou sobre ela dizendo: – Ah! Se tu reconhecesses ao menos, por esses dias que te é ainda dado, aquele que pode te obter a paz! Mas, agora, tudo isso está fechado aos teus olhos. – Também virá um tempo infeliz para ti, onde teus inimigos envolver-te-ão de trincheiras onde te encerrarão e te confinarão de todas as partes; – eles te abaterão por terra, tu e teus filhos que estão em teu meio e não deixarão pedra sobre pedra, porque tu não reconheceste o tempo em que Deus te visitou. (São Lucas, cap. XIX, v. 41 a 44)

17. – Entretanto, é preciso que eu continue a caminhar, hoje e amanhã, e o dia seguinte, porque não é possível que um profeta sofra a morte, aliás, senão em Jerusalém.

Jerusalém, Jerusalém que matas os profetas e que apedrejas aqueles que estão envoltos por ti, quantas vezes quis reunir teus filhos como uma galinha reúne seus pintos sob suas asas e tu não a quiseste. – O tempo se aproxima em que vossa casa permanecerá deserta. Ora, eu vos digo em verdade que vós não me vereis doravante senão até que me digais: Bendito seja aquele que venha em nome do Senhor. (São Lucas, cap. XIII, v. 33 a 35)

18. – Quando virdes um deserto envolvendo Jerusalém, sabei que sua destruição está próxima. – Então, aqueles que estiverem na Judéia desapareçam para as montanhas; aqueles que se encontrem dentro dela retirem-se e os que estiverem no país da vizinhança não entrem aí jamais. Porque serão, então, os dias da vingança; a fim de que tudo o que está na Escritura seja cumprido. – Infelizes daquelas que estiverem grávidas ou nutrizes em seus dias, porque este país será abatido pelo mal e a cólera do céu caiará sobre este povo. – Eles os passarão pelo fio da espada; serão levados cativos em todas as nações, e Jerusalém será esmigalhada aos pés dos gentios até que o tempo das nações seja completo. (São Lucas, cap. XXI, v. 20 a 24)

19. – (Jesus caminhando para o suplício) Ora, ele estava seguido de uma grande multidão de pessoas e de mulheres, que se batiam no peito e que choravam. – Mas Jesus, voltando-se lhes disse: Filhas de Jerusalém, nunca chorais por mim mas chorais por vós mesmas e por vossos filhos; – porque virá um tempo em que se dirá: felizes as estéreis e as entranhas que nunca portaram filhos e de mamas que não tenham nunca nutrido. – Começarão, então, a dizer às montanhas: Caí sobre nós! E às colinas: Cobri-nos! – Porque se trata da sorte dos bosques verdes, como o bosque seco será ele tratado? (São Lucas, cap. XXIII, v. 27 a 31)

20. – A faculdade de pressentir as coisas futuras é um atributo da alma e se explica pela teoria da presciência. Jesus a possuía, como todas as outras em um grau eminente. Ele pôde, pois, prever os acontecimentos que sucederam à sua morte sem que o tenha feito nada de sobrenatural, pois se os vê reproduzir sob nossos olhos nas condições as mais vulgares. Não é raro que indivíduos anunciem com precisão, o instante de sua morte; é que sua alma no estado de liberação é como o homem da montanha (Cap. XIV, n° 1); ela abarca a rota a percorrer e visualiza o fim.

Devia ser da mesma forma assim com Jesus que tinha a consciência na missão que viera cumprir, sabia que a morte pelo suplício era a consequência necessária. A visão espiritual que era permanente dentro dele assim como a penetração do pensamento, devia lhe mostrar as circunstâncias e a época fatal. Pela mesma razão, podia prever a ruína do Templo, a de Jerusalém, as desgraças que iriam ferir seus habitantes, e a dispersão dos judeus.

21. – A incredulidade que não admite a vida espiritual independente da matéria, na pode se dar conta da presciência; é porque ela a nega, atribuindo ao acaso os fatos autênticos que se cumprem sob seus olhos. É marcante que ela recua ante o exame de todos os fenômenos psíquicos que se produzem em todas as partes de medo, sem dúvida de aí ver a alma surgir e lhe dar um desmentido.